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domingo, 25 de abril de 2021

Envira é palco de crimes hediondos, violência e criminalidade constantes

Como dizia o grande pensador, Gabriel "a criminalidade toma conta da cidade". 


Envira há alguns anos vem sofrendo por conta do aumento exponencial da violência e criminalidade. Casos de assassinatos bárbaros, violência extrema, falta de humanidade e respeito com a vida. Coisas que eram comuns de vermos apenas nos telejornais das grandes metrópoles e capitais, hoje vemos acontecer nos finais de semana de uma cidade pequena e "pacata", a nossa Envira.

De acordo com o Atlas da Violência 2020, desenvolvido pelo IPEA - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, a guerra pelo controle do tráfico internacional das drogas na região do Alto Juruá está ligado diretamente ao aumento da importância relativa de Peru e Bolívia na produção mundial de cocaína. O processo de expansão, arregimentação de membros e parcerias estratégicas com facções locais, por parte do PCC e do CV, se insere na tentativa de garantir o controle das rotas e de tornar visível a supremacia de forças. No  Estado do Acre, a partir de 2016, quando foi deflagrada a guerra entre o CV e o Bonde dos 13, aliado do PCC, o número de homicídios aumentou vertiginosamente na rota do tráfico, do Alto Juruá (região de fronteira com a Bolívia) à Região Metropolitana de Rio Branco. 

Envira sendo uma das cidades que serve como corredor de passagem do tráfico e agora também consumo, embora pequeno se comparado aos grandes nichos sociais. A população envirense tem sido testemunha e vítima desse aumento da violência, do tráfico e consumo de drogas entre crianças, jovens e adolescentes. A marginalidade enxerga nesse espaço onde o Poder Público não opera a oportunidade de crescer, cria raízes e se não erradicado perdura por décadas.

A banalização da vida humana...

Em menos de um mês, a cidade foi palco de um assassinato cruel e banal, onde um jovem teve sua cabeça decapitada após ser torturado nas mãos de quatro menores, tudo isso ocasionado por uma desavença pessoal entre eles. Na madrugada deste domingo (25), mais um jovem foi assassinado por outros menores, também por questões banais e desavenças. 
A banalização da vida humana é algo perigosíssimo, corrermos o risco de regredirmos socialmente há tempos onde um olhar atravessado era motivo para morte. 
O palco desses atos -  nada teatrais 'apesar de trágicos' - em sua grande maioria é o bairro Portelinha e suas mediações. Uma região onde há muito tempo não se pode mais transitar com segurança no período noturno. A falta de iluminação e o fato de não existir ruas transitáveis na comunidade - em quase toda a cidade diga-se de passagem -, as pessoas que precisam passar por essa região, o fazem com medo ou se puderem, preferem não transitar a noite. 
De acordo com moradores locais "o que mais se encontra nessa área são moleques querendo dar uma de doido", ameaçando as pessoas e cobrando pedágio. 

O problema da marginalidade e violência em Envira perpassa pela falta de política públicas para a juventude. Essa comunidade nasceu de pessoas oriundas das comunidades ribeirinhas. O aumento populacional sem uma perspectiva de vida digna gera muitos frutos negativos. 

Famílias desestruturadas, políticas públicas inexistentes, o tráfico recorrente, falta de escolarização, emprego e renda são fatores que abrem margem para a proliferação da violência e da criminalidade. Se não houver um trabalho englobando tudo isso, nada se resolverá

O problema não é só a droga e o tráfico, o problema é muito mais abrangente. 

Nota-se, sem nenhuma estudo específico que essa região é um reduto perigoso de vadiagem, tráfico, delinquência, onde a marginalidade cresce como erva daninha. Há muito que algo efetivo deveria ter siso realizado. As autorizações competentes precisam tomar providências necessárias para evitar que mais mortes ocorram. O Poder Público poderia tomar essa região como um ponto de partida para o desenvolvimento de políticas e ações sociais que vissem resolver o problema da violência e devolver o direito legal do cidadão de andar com segurança pelas ruas da cidade.

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