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quarta-feira, 3 de março de 2021

Após desastre político na luta contra Covid-19, fabricantes de insumos buscam atender demanda para a vacinação contra COVID-19



O Brasil adotou uma estratégia "genocida" ao apostar na chamada imunidade de rebanho para combater a covid-19, o que possibilitou o surgimento de uma nova variante mais perigosa e que vem causando mais mortes, diz à BBC News Brasil o biólogo e divulgador científico Átila Iamarino.

A imunidade de grupo (também chamada imunidade de rebanho) ocorre quando uma parcela grande o suficiente da população desenvolver uma defesa imunológica contra o coronavírus. Nesse cenário, a doença não consegue se espalhar porque a maioria das pessoas é imune e ela passa a ter grande dificuldade para encontrar alguém suscetível.

O problema dessa estratégia, apontado por Jair Bolsonaro, é que ela teria um enorme custo humano — muitas mortes aconteceriam até que uma eventual imunidade de rebanho fosse alcançada. Outra questão importante nesse sentido é que não se sabe por quanto tempo a imunidade de alguém infectado pelo Sars-CoV-2 dura, se ela é de curto, médio ou longo prazo.

Imunidade só com vacinação

Para atender a alta demanda por agulhas e seringas para a vacinação contra a COVID-19, em 2021 e nos próximos anos, fabricantes e importadores do setor devem aumentar sua produção. Embora o Brasil tenha ampla capacidade para atender a demanda, seja pela produção nacional ou pela importação de insumos, a Associação Brasileira da Indústria de Alta Tecnologia de Produtos para Saúde (Abimed) aponta que o planejamento é essencial para evitar o desabastecimento. Além da quantidade de agulhas e seringas, fabricantes e importadores devem ficar atentos aos requisitos de segurança e qualidade que permitem sua distribuição no Brasil.

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