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quarta-feira, 24 de março de 2021

A Fiocruz identifica mutações em variantes de coronavírus no Brasil

Um estudo da Fundação Oswaldo Cruz sobre variantes no Brasil apontou mudanças em uma proteína do vírus que permite a invasão nas célula do corpo. A mutação pode reduzir a capacidade de reação dos anticorpos à Covid-19.

Quanto mais o vírus circula, e se replica dentro das pessoas, maior é a chance de acumular mutações e gerar novas variantes. Isso é favorecido em cenários de descontrole como o que vemos no Brasil, que enfrenta o pior momento da pandemia.

Nesse movimento de evolução do vírus, de vez em quando podem aparecer variantes muito diferentes, como é o caso da P.1, que surgiu em Manaus. Em geral vírus sofrem 1 a 2 mutações por mês. A P.1 teve 20. 

“É uma sucessão de eventos raros. Há milhares de aviões no ar e uma hora ocorrem vários erros e um cai. Mas quanto mais aviões estiverem no ar, maior a chance. Ter 20 mutações em um mês é inesperado. Alguma coisa aconteceu e a gente não entende bem”, afirma Ester Sabino

O virologista Mauricio Nogueira, da Faculdade de Medicina de Rio Preto, reforça que o simples fato de a variante com mais mutações surgir não pode ser considerada a única explicação para o caos que se instalou no País: “Estamos dando oportunidade para esse acaso acontecer”.

"Se essa variante tem a oportunidade de ser transmitida quando a pessoa pega um avião lotado, vai ao cinema, ao restaurante... aí estamos nos tornando um celeiro de variantes e distribuindo-as à vontade dentro do País”, alerta Nogueira. A chance de termos novas variantes cada vez mais adaptadas ao ser humano é muito grande se a gente continuar dando essa liberdade para o vírus. A gente precisa urgentemente diminuir a transmissão do vírus”.

 

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