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quarta-feira, 30 de dezembro de 2020

Panzuello bom de logística? Brasil fica para trás na imunização contra covid-19 e na compra de insumos


Seria cômica se não fosse trágica a situação de nós brasileiros nas mãos desse desgoverno Bolsonaro. O General Pazuello, que foi apresentado pelo Capitão Pateta ao Brasil como "expert em logística", virou chacota mundial por não conseguir comprar nem as seringas. 

O Ministério da Saúde fracassou em sua tentativa de comprar seringas para vacinação contra a COVID-19 no Brasil. Acordo firmado nesta terça-feira (29) garante menos de 3% do que é necessário para vacinar a população.

De acordo com informações do Estado de São Paulo, das 331 milhões de unidades previstas, governo só conseguiu oferta para 7,9 milhões, número que corresponde a cerca de 2,4% do total de unidades que a pasta desejava adquirir. Esta foi apenas a primeira tentativa de Eduardo Pazuello para comprar seringas e agulhas para a vacinação no Brasil.

Deste modo, o Ministério da Saúde fará outro certame, este ainda sem data definida. A compra de agulhas costuma ser feita por estados e municípios. Durante a pandemia, porém, o ministério decidiu centralizar estes insumos. A previsão do ministro da Saúde é iniciar a vacinação contra a COVID-19 no país em fevereiro.

A imunização da população brasileira, porém, ainda depende de alguma vacina obter o aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A estimativa é que 108 milhões de doses sejam aplicadas ainda no primeiro semestre. Além da vacinação contra o coronavírus, as seringas e agulhas adquiridas pelo Ministério da Saúde serviriam para a campanha de imunização contra o sarampo. O problema é toda a burocracia que a Anvisa vem pondo sobre essa questão. Para o infectologista Julio Croda (pesquisador da Fiocruz) a aprovação para o uso da vacina contra o novo coronavírus desenvolvida pela Universidade de Oxford com a farmacêutica AstraZeneca no Reino Unido é um indicativo de que o Brasil não deve perder oportunidade de agilizar processos por conta da burocracia. 

"Quando as vacinas são aprovadas por essas grandes agências regulatórias, não tem sentido a gente, por conta da burocracia, perder essa oportunidade de agilizar os processos e disponibilizar a vacina o mais rápido possível para a população", disse. "A partir dessa mudança, tudo pode ser mais ágil."

No pregão desta terça-feira (29), o ministério buscava ofertas para conjuntos de seringas e agulhas de diferentes tipos. Dos quatro itens procurados pela pasta, três não tiveram propostas válidas.

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