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Um poema, um país, um estado, um município

Envira – Wikipédia, a enciclopédia livre

Tudo o que de mim se perde

acrescenta-se ao que sou.

Contudo, me desconheço.

Pelas minhas cercanias

passeio - não me frequento.

Brasil, um país que se perde na sua riqueza; Amazonas, igualmente se desconhece, busca

sempre nas cercania; Envira, perde suas oportunidades e sua população; todos não se

frequentam.”

Por sobre fonte erma e esquiva

flutua-me íntegra, a face.

Mas nunca me vejo: e sigo

com face mal disfarçada.

“Uma nação, uma cultura; tanta beleza, mas perde-se em meio a tanta mazela e esta mal

disfarçada”.

Oh que amargo é o não poder

rosto a rosto contemplar

aquilo que ignoto sou;

distinguir até que ponto

sou eu mesmo que me levo

ou se um nume irrevelável

que (para ser) vem morar

comigo, dentro de mim,

mas me abandona se rolo

pelos declives do mundo.

Amargo poder da mão que ostenta a caneta que comanda; Ignota é, em três níveis de

poder também, e a plebe abandonada”

Desfaço-me do que sonho:

faço-me sonho de alguém

oculto. Talvez um Deus

sonhe comigo, cobice

o que eu guardo e nunca usei.

“O sonho já se confunde com pesadelo, ou delírio febril; Si este Deus - for ganância por

dinheiro - cobiça algo não utilizado, parece que se começa a utiliza”

Cego assim, não me decifro.

E o imaginar-me sonhado

não me completa: a ganância

de ser-me inteiro prossegue.

E pairo - pânico mudo -

entre o sonho e o sonhador.

“Cego seguiremos em frente, com os olhos abertos é quase impossível; A ignorância evita

muitas angústias; A ganância de ser uma nação inteira depare-se com a abissal realidade

de muitos Brasis, Amazonas, Enviras.

 

Poema: Narciso Cego

Publicado no livro Narciso Cego; Seguido do Romance do Primogênito (1952).

In: MELLO, Thiago de. Vento geral, 1951/1981: doze livros de poemas. 2.ed. Rio de

Janeiro: Civilização Brasileira, 198

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