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quinta-feira, 7 de junho de 2018

#MeioAmbiente: Amazônia e Caatinga ganham novas áreas protegidas #WWF


O Governo Federal aproveitou o Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado em 5 de junho, para oficializar a criação de três novas áreas protegidas brasileiras: a Reserva Extrativista (Resex) Baixo Rio Branco-Jauaperi, entre os Estados de Roraima e Amazonas, e o Refúgio de Vida Silvestre (Revis) e Área de Proteção Ambiental (Apa) da Ararinha Azul, no norte da Bahia. Os decretos de criação foram assinados pelo presidente da República.
"Saudamos a criação dessas novas áreas protegidas, mas também lembramos que o Brasil precisa avançar ainda mais nesta agenda, sobretudo em regiões com grande diversidade de espécies e altos índices de desmatamento, como é o caso do Cerrado. Há uma lista unidades de conservação federais em adiantados processos de estudos no Ministério do Meio Ambiente e no ICMBio. E essa lista inclui áreas também no Pantanal e na Zona Costeira. Temos compromissos internacionais de proteger esses biomas", disse Jaime Gesisky, especialista em Políticas Públicas do WWF-Brasil.

Com 581 mil hectares, a Resex fica nos municípios de Rorainópolis (RR) e Novo Airão (AM), na confluência dos rios Branco e Jauaperi. De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, o principal motivo para a criação da reserva é proteger os estoques pesqueiros, essenciais para as comunidades tradicionais amazônicas que habitam aquele trecho da floresta, mas que enfrentam a ameaça da pesca predatória e comercial.A Resex também ajudará a garantir a conservação e utilização sustentável pelas comunidades dos recursos florestais, entre eles açaí, buriti, pupunha, castanha, cupuaçu, bacaba e patuá. A reserva é vizinha da Terra Indígena Waimiri-Atroari.Rio Branco-JauaperiA criação da Resex Rio Branco-Jauaperi é uma reivindicação antiga. A mobilização teve início em 2001 por iniciativa das populações de comunidades como Santa Maria Velha, Vila da Cota, Remanso e Xixuaú. Nos anos seguintes, foram feitos diversos procedimentos e trabalhos técnicos para subsidiar a criação da unidade de conservação de uso sustentável. O processo chegou ao Governo Federal em 2006 e somente agora a unidade foi criada.O WWF-Brasil, junto a outras instituições ambientais, apoiou o levantamento de informações, realizando expedições científicas e viagens de imprensa. Ocorreram ainda audiências públicas na Câmara dos Deputados e no Ministério Público Federal e uma série de cartas, ofícios e pedidos de esclarecimentos foram enviados aos órgãos federais em Brasília à época.A área da Resex registra grande diversidade de plantas, peixes e animais. Açaí, andiroba, buriti, castanha-do-Brasil e taperebá são comuns, assim como o cipó e a massaranduba. Estudos indicam a presença de ao menos 42 espécies de mamíferos na região. Dez delas constam na lista oficial de mamíferos ameaçados de extinção no Brasil. Animais típicos daquelas redondezas são a onça-parda, jaguatirica, tamanduá, peixe-boi e quelônios como o tracajá, irapuca e a tartaruga-da-Amazônia. Os peixes mais recorrentes são o jaraqui, pacu, acari, bodó-pintado, tucunaré, barbado e piranha.Ararinha AzulA criação de um Refúgio de Vida Silvestre (Revis), com cerca de 29 mil hectares, e uma Área de Proteção Ambiental (Apa), com aproximadamente 90 mil hectares, entre os municípios de Juazeiro e Curaçá tem o objetivo de proteger a área para um audacioso projeto de reintrodução na natureza da Ararinha Azul (Cyanopsitta spixii), uma ave exclusiva daquela região, que faz parte do bioma Caatinga.O último exemplar vivo da espécie, um macho, desapareceu dali no ano 2000, restando apenas 128 indivíduos, todos em cativeiro, a maioria vivendo em criadouros no Catar e na Alemanha. A ideia é reintroduzir a ararinha ao seu habitat natural em um esforço técnico e científico internacional.A criação das duas áreas protegidas na região é o primeiro passo do plano, que prevê também a construção de um Centro de Reintrodução e Reprodução da Ararinha-Azul em Curaçá, onde vivia o último remanescente.O centro deverá custar US$ 1,5 milhão e será construído com apoio de instituições parceiras como a Al Wabra Wildlife Preservation (AWWP), do Catar; a Association for the Conservation of Threatened Parrots (ACTP), da Alemanha; a Parrots International, dos EUA; o Jurong Bird Park, de Singapura; a Fazenda Cachoeira e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), do Brasil.Também faz parte da estratégia trabalhar com as comunidades que vivem na região e promover atividades agropastoris de forma sustentável, beneficiando as espécies nativas que dão suporte à permanência da Ararinha Azul naquele ambiente.A ararinha-azul mantinha estreita associação com as matas de galeria dominadas por caraibeiras (Tabebuia aurea), usando essa árvore para abrigo, nidificação e alimentação, na bacia do rio Curaçá, afluente do São Francisco.

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