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quarta-feira, 11 de abril de 2018

#Eleições2018: MPF declara Michel Temer como líder de organização criminosa


Denúncia do Ministério Público Federal afirma que Temer é líder de organização criminosa.
A Procuradoria da República do Distrito Federal afirmou que o coronel João Baptista Lima Filho e o ex-assessor do Planalto José Yunes são arrecadadores do ‘líder da organização criminosa’, Michel Temer. A afirmação consta em aditamento de denúncia sobre supostos crimes cometidos pelo MDB na Câmara. O Palácio do Planalto disse que as atribuições do coronel Lima em campanhas de Temer 'sempre foram pautadas pela legalidade, lisura e correção'. A defesa de José Yunes alegou que a denúncia contra ele 'não encontra respaldo em prova alguma’.


Coronel Lima arrecadava para Michel Temer, ‘líder da organização criminosa’.Procuradoria da República no Distrito Federal pediu aditamento da denúncia contra o 'quadrilhão do MDB' para a inclusão do amigo de Temer e também do ex-assessor do emedebista José Yunes


A Procuradoria da República no Distrito Federal afirmou, em aditamento de denúncia contra os supostos integrantes do ‘Quadrilhão do MDB’ na Câmara Federal, que o coronel João Baptista Lima Filho e o ex-assessor do Planalto José Yunes são arrecadadores do ‘líder da organização criminosa’, Michel Temer.


A denúncia foi oferecida pelo ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot e acabou enterrada para Temer, Moreira Franco e Eliseu Padilha após votação na Câmara Federal. Eles voltarão a responder pela acusação após o fim do mandato. Aos personagens do ‘quadrilhão’ que não têm foro, como Geddel Vieira Lima, Henrique Eduardo Alves e Eduardo Cunha, o processo continua tramitando na Justiça Federal de Brasília.


O Ministério Público Federal em Brasília pediu o aditamento para incluir na denúncia o doleiro Lúcio Funaro, os amigos de Temer José Yunes e Coronel Lima e os testas de ferro de Eduardo Cunha, Altair Pinto e Sidney Szabo. Eles são acusados por organização criminosa. A Justiça acolheu o pedido.

A Procuradoria destaca o papel de José Yunes no suposto recebimento de R$ 1 milhão do doleiro Lúcio Funaro em seu escritório de advocacia, para a campanha emedebista de 2014. Ele admitiu, em depoimento ao Tribunal Superior Eleitoral, o recebimento de R$ 1 milhão em seu escritório, e disse ter sido ‘mula’ de Padilha. O dinheiro teria como origem o departamento de propinas da Odebrecht, segundo afirmam delatores.

Para a procuradoria, ‘todos os elementos apontam, assim, para uma atuação de José Yunes no recebimento de propina, de forma dissimulada, como doações ao partido, ou mesmo via caixa 2, para posterior distribuição aos demais membros da organização criminosa’. “Destaque-se sua estreita relação com o líder da organização criminosa, Michel Temer, como mencionado na denúncia.”

“Registre-se ainda que, apesar de exonerado desde 2016, (Yunes) mantém contato direto com Michel Temer, com reuniões sem registro em agenda oficial”, afirmam procuradores.
Já a Coronel Lima, a procuradoria atribui o recebimento de R$ 1 milhão da JBS em suposto benefício do presidente. “Seu papel na organização cirminosa era ol de auxiliar os demais integrantes do núcleo político na arrecadação de propina, em especial seu líder, Michel Temer.”
“De acordo com os elementos apurados, João Baptista Lima Filho intermediou o recebimento de propina para organização criminosa, em nome de Michel Temer. no valor de R$ 1 milhão, paga pelo grupo J&F Investimentos.”, afirmam.


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