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quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

CONSEQUÊNCIAS DA REFORMA TRABALHISTA DE TEMER

Universidade Metodista de São Paulo demite professores em massa

A Universidade Metodista de São Paulo, referência em educação na região do ABC paulista, demitiu esta semana cerca de 50 professores, mestres e doutores, das três unidades localizadas na cidade de São Bernardo do Campo (SP). Dentre os cursos afetados estão a graduação e a pós-graduação (mestrado e doutorado) de Administração, Psicologia, Ciências da Religião e Comunicação Social, um dos mais atingidos pelas mudanças.
"Muitos alunos estão perdendo seus orientadores, provocando insegurança na comunidade acadêmica devido à dimensão do problema que a universidade vem passando. No mestrado em Comunicação, por exemplo, há teses a serem defendidas nos próximos meses e alunos que seriam encaminhados ao exterior por seus orientadores para cursar o doutorado. As demissões têm sido arbitrárias e não demonstram respeito por esses profissionais. Trata-se de mais um exemplo de descaso com a educação e com a produção científica no País", afirma Carlos Ferreira, representante dos alunos da pós-graduação em Comunicação Social da Metodista.
O curso de pós-graduação em Comunicação Social, que faz 40 anos em 2018 e é referência em pesquisa científica na área, foi praticamente desmontado após as demissões. Todos os professores dispensados possuem título de doutorado e extensa produção científica. Até a quarta-feira (13), aproximadamente 90% do corpo docente do mestrado e do doutorado já havia sido demitido.

A Instituição alega corte de gastos e perda de 3 mil alunos para justificar as demissões. Funcionários e docentes estão recebendo os salários com atraso há meses e, em alguns casos, o FGTS não é depositado desde 2015.
Outras universidades no País passam por crises semelhantes a da Metodista de São Bernardo do Campo. No Rio de Janeiro, a Universidade Estácio já demitiu centenas de professores. Na Unimep, Universidade Metodista de Piracibaca (SP), o cenário é o mesmo. O Centro Universitário Sant'Anna, de São Paulo (SP), também passa por crise, prejudicando o semestre de vários alunos.






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